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Someone Somewhere e-commerce: como vende para os EUA a partir do México

Venda para EUA e Canadá a partir do México com a logística da Someone Somewhere respaldada pela Cubbo

Sobre a empresa
A Someone Somewhere é uma marca de moda sustentável mexicana que leva o talento artesanal de comunidades indígenas ao mercado global. Com mais de 10 anos de história — antes conhecida como Flor de Mayo —, conta com três lojas físicas em CDMX e um e-commerce ativo que vende para os EUA e Canadá, garantindo trabalho constante e digno para os artesanos que produzem suas peças.
Setor

Ecommerce/DTC

Tamanho da empresa

+50

Escritórios

México (CDMX)

Serviços contratados
Fulfillment
Importer & Merchant of Record
Desafio
Escalar de um projeto universitário para uma marca com vocação global sem comprometer a cadeia de valor artesanal representava uma complexidade logística importante. Abrir o canal de e-commerce para vendas internacionais para EUA e Canadá exigia uma infraestrutura operacional capaz de gerenciar pedidos transfronteiriços de forma eficiente, mantendo a coesão com a filosofia da marca.
Solução
A Cubbo viabilizou a operação logística necessária para que a Someone Somewhere pudesse vender e entregar para os EUA e Canadá a partir do México, liberando a equipe para se concentrar em sua missão: ampliar as oportunidades das comunidades artesanais e continuar crescendo em novos mercados na LATAM.
Resultados
Vendas internacionais ativas para EUA e Canadá a partir do México. 3 lojas físicas em CDMX complementadas com canal digital. Cadeia de valor artesanal preservada com logística escalável. Expansão para LATAM e América Central em andamento.

Tempo estimado de leitura: 9 Min

Someone Somewhere é uma daquelas marcas que têm alma. Não apenas fazem produtos de qualidade impecável: por trás deles há uma proposta social e uma filosofia de vida.

Essa marca aposta em promover o talento ancestral das comunidades indígenas mexicanas para criar uma moda sustentável, duradoura e responsável com o meio ambiente. É moda que faz bem a quem a produz, a quem a consome e ao planeta. Por isso foi uma honra conversar com Alejandro Ramos, Supply Chain Manager da Someone Somewhere, para conhecer um pouco de sua história.

De uma feira universitaria à globalização

Frank: Vamos começar pelo começo, Alejandro. De onde nasce a Someone Somewhere?

Alejandro: A Someone Somewhere tem uns cinco anos como marca. Os fundadores a chamaram primeiro de Flor de Mayo, há uns 10 anos.

Frank: E quem são os fundadores?

Alejandro: Enrique Rodríguez, Fátima Álvarez e Antonio Nuño. Ainda como estudantes do Tec, eles iniciaram esse projeto no terceiro semestre da graduação, e os produtos eram principalmente camisas com colarinhos e punhos bordados à mão.

Frank: E por que a mudança de nome? Flor de Mayo soa mais artesanal.

Alejandro: Sim. Mas precisamente, após cinco anos decidiram chegar a um mercado maior, mais internacional, e por isso mudaram o nome.

Frank: Esse nome tem um significado forte que combina com a identidade da marca, não é?

Alejandro: Exatamente. Someone representa os artesanos que fazem nossos produtos e Somewhere o lugar onde vivem e onde aprenderam sua arte. Ambas as coisas são importantes para nós. Nossos produtos são o resultado de mãos que viveram uma cultura, uma tradição, uma história. Por isso não são peças produzidas industrialmente, mas que nascem de alguém — Someone — e do que esse lugar e essa cultura representam: o Somewhere.

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Frank: Sempre foram e-commerce ou nascem como negócio físico?

Alejandro: A Flor de Mayo foi primeiro um negócio físico, levado a bazares de universidades e pequenos eventos em Cidade do México. A Someone Somewhere também começou com uma primeira loja física em CDMX e hoje já temos três. No canal digital, o e-commerce foi lançado há um ano e começamos a vender nos Estados Unidos e Canadá. A ideia é, no futuro, abrir mercados para a América Latina, Centroamérica e depois o restante do mundo, aproveitando as facilidades que o e-commerce oferece.

Uma visão de mundo e uma missão empresarial

Uma das características que melhor define essa marca é sua mensagem poderosa. A Someone Somewhere não te vende uma camiseta, te vende uma história. E essa história precisa estar alinhada com uma forma de ver o mundo, caso contrário não faria sentido.

Frank: Vamos falar um pouco sobre a missão de vocês. Porque isso não é a moda típica das grandes marcas de fashion, é?

Alejandro: Não. E isso fica claro na missão da Someone Somewhere: ajudar os artesanos a gerar maiores oportunidades — não só economicamente com trabalho, mas construir uma cadeia de valor que lhes garanta um trabalho constante o ano todo, para que possam continuar crescendo conosco e ter cada vez mais oportunidades.

Consciência social, do México para o mundo


“A missão da Someone Somewhere é ajudar essas comunidades vulneráveis, que fazem parte de um mundo incrível de artesanias únicas que existem no México, e poder levar esse talento ao restante do mundo.”

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Frank: Você acha que com ferramentas como o e-commerce esses artesanos conseguiram chegar a lugares que antes seriam impossíveis?

Alejandro: Sim, totalmente. Sem o e-commerce, muito do trabalho artesanal dessas comunidades simplesmente não chegaria aos Estados Unidos, ao Canadá ou a qualquer outro lugar do mundo.

Frank: E como garantem que esses produtos sejam de qualidade? Porque o salto para o global significa se expor às vistas do mundo inteiro.

Alejandro: Bom, temos na Someone Somewhere o triângulo virtuoso da marca: em cada produto buscamos combinar design, impacto e funcionalidade. Com funcionalidade queremos dizer que nossos produtos possam ajudar as pessoas no dia a dia — que sejam úteis. Por exemplo, no caso das mochilas, que tenham a quantidade adequada de compartiimentos para quem as quer usar. E que as peças sejam o mais resistentes possível para evitar desperdício, que no final é também um problema ambiental. Buscamos evitar o fast-fashion.

Frank: Uma aposta completa por um estilo de vida responsável em todos os níveis. Esse tipo de perfil também é o que buscam entre seus compradores?

Alejandro: Nosso target são mercados jovens a nível global, que possam desfrutar dessas peças e também valorizarlas pelo que são: a nível artesanal e também como declaração de princípios e valores. São peças que fazem bem ao artesano — porque lhe dão uma forma de vida —, bem ao usuário — porque têm alta qualidade — e bem ao meio ambiente — porque são produtos respeitosos da natureza e criados para durar. Não são moda descartável.

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Preservando a técnica ancestral

“Queremos levar ao mundo as artesanias feitas no México com nossas comunidades indígenas. Queremos que essas técnicas ancestrais não se percam. E poder levá-las ao mundo inteiro.”

Nosso target são jovens de 25 a 40 anos que se preocupam com viagens, com a natureza e com compras conscientes. Essa é nossa persona ideal.

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Com a Cubbo rumo à conquista do mundo!

Para a Someone Somewhere, poder se desentender da logística foi fundamental. Uma marca com tanto potencial e com um componente vivencial tão forte precisa se dedicar ao que é verdadeiramente rentável: dominar a experiência dos seus compradores.

Por isso a aliança com a Cubbo encaixou perfeitamente para a Someone Somewhere.

Frank: Atualmente, onde vocês vendem?

Alejandro: Hoje temos presença no México, nos Estados Unidos e no Canadá. Tivemos algumas vendas B2B na Europa, poucas, mas já tivemos esse contato com aquela parte do mundo.

Frank: Imagino que essa escolha pelos Estados Unidos e Canadá foi facilitada pelo T-MEC.

Alejandro: Olha, o T-MEC aplicado ao e-commerce nos ajuda muito, porque reduz os impostos e só há cobrança a partir de 800 dólares. E no e-commerce, a maioria das compras não chega a esse valor — tomara que chegassem. No Canadá o teto é mais baixo e sim, tivemos casos de clientes que precisaram pagar. Mas poucos.

Frank: E a logística nos Estados Unidos, como gerenciam? Acho que é aí que entra a razão de estar com a Cubbo, não é?

Alejandro: Exatamente. Quando lançamos a marca nos Estados Unidos, trabalhamos com um fulfillment center de lá, e embora fosse bem a nível operacional, o custo era altissimo: o aluguel de espaço nos EUA é muito mais caro, o transporte também. E se a isso adicionamos que nossos produtos têm um peso volumétrico alto — as mochilas, por exemplo —, a operação ficava ainda mais cara.

Foi aí que a Cubbo nos deu a solução com os envios internacionais, o que nos permitiu duas melhorias muito importantes. A primeira: poder consolidar o inventário. Antes tínhamos dois estoques, um para os EUA e outro para o México. Ao consolidá-los, o controle de inventário ficou muito mais simples.

Agora temos todo o inventário consolidado com a Cubbo, o que nos permite um melhor planejamento. E a segunda melhoria foi que, por mais que pareça difícil de acreditar, saía muito mais barato enviar os produtos do México do que tê-los nos Estados Unidos. Isso reduziu nossos custos em pelo menos 15% a 20%. É curioso, mas é o que acontece: sai mais econômico enviar do México para os EUA do que de dentro dos próprios EUA.

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Frank: E como chegaram à Cubbo?

Alejandro: Conhecemos a Cubbo de uma forma muito curiosa. Estávamos exatamente fazendo o plano de mudar de operador logístico, porque o anterior era mais especialista em remessas grandes em pallets e caixas, e não tanto em e-commerce para clientes finais por peças. E com esse fornecedor não tínhamos a tecnologia para integrar tudo com nossa loja Shopify.

Os conheci por meio da minha namorada, que recebeu um pedido da Cubbo de outra marca que também trabalha com eles. Me dei conta de que respondiam tudo, atendiam o cliente e facilitavam muito o rastreamento das guias. Essa experiência nos fez buscá-los e tive contato com o Josu. Com duas conversas que tivemos percebemos que tinham muita experiência e que já haviam tido um contato anterior com a marca. Assim tudo se encaixou.

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Frank: A nível logístico, quais são os planos para o futuro?

Alejandro: No futuro, nosso objetivo em termos de logística e canais de venda é poder abrir o e-commerce para o mundo inteiro. No próximo ano queremos abrir a América do Sul e a América Central.

Frank: Já têm os países escolhidos?

Alejandro: Ainda estamos decidindo, mas entendemos que um mercado muito parecido com o mexicano é a Colômbia, e depois iríamos para Argentina, Chile e Brasil, porque são os mercados maiores e com mais potencial de e-commerce. E com as facilidades que a Cubbo oferece nos envios internacionais, isso nos abriu muitas portas para pensar em um crescimento global. A ideia que temos hoje é fazer toda a operação a partir do México e enviar daqui com a Cubbo, mantendo o inventário consolidado.

Frank: Entendo então que todo o fulfillment é feito com a Cubbo. Correto?

Alejandro: Correto. A Cubbo assumiu o fulfillment completo. Terceirizamos tudo com eles. E isso nos ajudou muito, porque não tínhamos o porte para fazer isso sozinhos hoje. Além disso, nos ajudou a melhorar processos internos, pois com a Cubbo conseguimos fazer muitas automações no Shopify, que é a plataforma que usamos. Antes eu não conhecia muito o tema de fulfillment center, mas agora entendo que a grande diferença da Cubbo é ser super especializada em e-commerce e em remessas por peças. Nós operamos praticamente só com e-commerce, então é ideal. Além disso, o reabastecimento das nossas lojas físicas também pedimos à Cubbo e conseguimos fazer. Tem sido excelente e nos adaptamos muito bem.

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Frank: A nível de marca, qual foi o maior desafio que enfrentaram?

Alejandro: O maior desafio foi encontrar o product-market fit, e continuamos trabalhando nisso: desenvolvendo produtos que entrem naquele triângulo virtuoso. E agora, nos expandir para novos mercados.

Frank: Alejandro, você toparia dar um conselho a um empreendedor que esteja nos lendo e que queira começar a vender produtos artesanais na América Latina?

Alejandro: Um conselho que daria… O principal é que tenha uma boa plataforma de vendas — que é, no final, o primeiro ponto de contato que o cliente tem. Talvez não seja necessário ter o melhor produto do mundo, mas um produto adequado ao que se busca, respaldado por uma excelente plataforma de vendas. E com isso incluo tanto o atendimento ao cliente quanto a operação logística. Porque no mundo do e-commerce, esses são os únicos pontos de contato físico real entre a marca e o cliente.

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