Entregas discretas e educação sexual: como a Cherish constrói confiança na LATAM com a Cubbo


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México (CDMX)
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Ricardo Rehfeld nasceu na Alemanha, mas se apaixonou pelo México. Sua jornada pela América Latina o aproximou do mundo do empreendedorismo e o ajudou a compreender as forças da LATAM em termos de startups e oportunidades de negócio.
De uma dessas revelações nasce a Cherish, uma marca de produtos íntimos comprometida com ser a principal plataforma para a vida amorosa na América Latina. No México, suas palestras, videoconferências e o atendimento profissional estão conquistando a confiança e o carinho do público. Esta é a história deles!

Frank: De onde nasce a ideia de criar a Cherish?
Ricardo: Sou alemão. Meu primeiro contato com o México foi há dez anos, em um serviço social em Puebla, em uma casa de acolhimento. Adorei a experiência e voltei à universidade para um estágio em uma consultoria chamada Endeavour, bastante conhecida no México — foi meu primeiro contato com o mundo do empreendedorismo e das startups. Depois terminei minha graduação na Costa Rica.
Sempre fiquei com a ideia de fazer algo com o México, algo entre a Alemanha e o México, apoiando PMEs e startups. Ao terminar a graduação, fundei uma consultoria onde fizemos coisas muito básicas como estudos de mercado e análise de se um produto mexicano teria oportunidade de ser rentável na Alemanha e vice-versa.
Daí surgiram vários projetos, conseguimos crescer a empresa e fizemos um joint venture com uma empresa de biotecnologia em Guadalajara. E, para não alongar demais, um dos produtos que desenvolvemos foi um lubrificante probiótico — esse foi meu primeiro contato com o mundo da vida amorosa. Hoje a Cherish é uma empresa dedicada a oferecer produtos para a vida amorosa: vendemos brinquedos íntimos e fazemos muita educação sexual.
Frank: Encontraram diferenças culturais e de mercado entre a Europa e o México — ou seja, entre toda a América Latina e a Europa — em relação a produtos eróticos?
Ricardo: Sim. Há muitas diferenças, são dois mundos distintos. A Europa social e culturalmente já aceitou e conquistou muitas coisas que na América Latina ainda estão sujeitas a muitos tabus e estigmas. E para uma empresa que vende brinquedos íntimos, isso é algo fundamental que precisa ser compreendido e dominado. Entender que essas diferenças existem é também entender que existe um potencial enorme entre ambas as regiões que podemos aproveitar.
Frank: Nasceram como loja física ou como e-commerce?
Ricardo: Nascemos 100% digital. Essa foi exatamente a ideia desde o início, porque na indústria de brinquedos íntimos é natural que o comprador queira privacidade, ou ao menos pouca interação com outras pessoas. Nos sex shops tradicionais o ambiente não é o ideal — as pessoas não se sentem à vontade. Por isso queríamos criar um espaço online onde as pessoas se sintam bem, com os produtos disponíveis, muita informação e um atendimento ao cliente capacitado. De fato, temos várias sexólogas que podem explicar online os produtos e seus usos.
Frank: Antes da pandemia?
Ricardo: Sim. De fato, com a pandemia já tínhamos uma infraestrutura para continuar crescendo, e acredito que isso nos ajudou muito.
Educar como base da confiança
Uma das chaves do sucesso da Cherish foi estabelecer uma estratégia de conteúdo onde a qualidade da informação e o trabalho educativo e de divulgação lhes permitissem construir uma comunidade entre o público-alvo. Uma comunidade que confia na marca e, por isso mesmo, a consome.
Frank: Foi difícil entrar no mercado mexicano? Entendo que culturalmente na América Latina talvez sejamos um pouco mais fechados com esses temas do que na Europa.
Ricardo: Sim. A verdade é que sim. E acho que há dois aspectos aqui: a cultura empreendedora e a cultura sexual em si. Pela parte empreendedora, o mexicano é super caloroso, recebe com os braços abertos, apoia, recomenda amigos e aliados de negócio. Essa parte de começar com a estrutura de startup foi uma ótima experiência no México.
E a outra parte é o aspecto cultural do produto que temos. É verdade que ainda falta muito para educar, falar e entender sobre sexualidade no México, mas acho que criar a Cherish nesse momento foi ideal, porque os millennials — nossa geração — já estão muito mais abertos a esse tipo de tema.

Frank: O que você acha que mais falta em matéria de sexualidade no México? A nível cultural.
Ricardo: Plataformas com conteúdo e informação de qualidade. Sites com autoridade e conhecimento, com sexólogos e profissionais que gerem conteúdo de qualidade e ajudem a orientar as pessoas. É aí que nos esforçamos para nos posicionar.
Frank: Entendo que vocês têm uma equipe de profissionais de sexologia na Cherish. Correto?
Ricardo: Sim, de fato nossa primeira funcionária em tempo integral, Celeste, foi nossa primeira sexóloga — e é nossa sexóloga estrela. Ela estudou psicologia e depois fez um mestrado em sexologia. E não apenas oferecemos atendimento ao cliente, mas também geramos conteúdo com Celeste e outras sexólogas. Esse conteúdo é de alta qualidade, produzido por profissionais na área, e acho que isso é muito valioso para o consumidor.
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Frank: Que tipo de produtos tem a Cherish?
Ricardo: Vendemos principalmente brinquedos íntimos, focando sobretudo em produtos para iniciantes — pessoas que estão comprando um brinquedo íntimo pela primeira vez. Queremos ser exatamente o aliado que guia o cliente nesse mundo. São produtos simples e acessíveis que buscam criar uma boa experiência, para casais, mulheres e homens. Além disso, temos um catálogo de produtos de wellness como géis lubrificantes e estimulantes, e um catálogo de velas e produtos de presente para datas especiais como o Dia dos Namorados.
Frank: Qual é o principal canal de geração de leads de vocês?
Ricardo: Acredito que, em geral, o trabalho de divulgação que fazemos. Por exemplo, o “sexuário” é nosso blog onde geramos conteúdo, vídeos, encontros, e agora estamos começando com consultas especializadas onde você pode conversar diretamente com nossas sexólogas.
Tudo isso foi digitalizado por causa da pandemia, mas temos um projeto que estamos retomando: as famosas “Reuniões Cherish”, que se assemelham às Tupperware Parties. São eventos onde a sexóloga vai à sua casa para uma despedida de solteira ou uma reunião de amigas e realiza um trabalho educativo em sexologia. Além disso, voltamos a participar de feiras em Cidade do México e esperamos em breve expandir para outras cidades.

Frank: Têm muitas atividades offline?
Ricardo: Somos muito limitados pelas diretrizes das redes sociais e do Google. Pelo tipo de produto, geralmente não nos deixam rodar campanhas de anúncios e temos que recorrer a formas de promoção que não sejam campanhas pagas de marketing online. Temos que ser mais criativos.
Por exemplo, quem mora em Cidade do México provavelmente já viu o caminho da Cherish com um brinquedo gigante no teto, e adotamos a famosa mensagem do “fierro viejo” dizendo “Se vendem vibradores, consoles etc.” Acho muito divertido e tivemos ótimos resultados, porque as pessoas se surpreendem de forma positiva, dá risadas e bons momentos. E é isso que queremos que seja a marca Cherish: uma experiência feliz.
Entregas discretas, pontuais e perfeitas
Pela natureza do produto que a Cherish vende, as entregas precisam ser discretas, pontuais e com comunicação contínua com o cliente. Esses elementos definem uma entrega perfeita e para a Cherish isso não é opcional — é a norma. Por isso buscaram a Cubbo.
De fato, poder contar com o fulfillment na Cidade do México permitiu à Cherish garantir envios no mesmo dia na capital, mantendo a discrição e a precisão que seus clientes valorizam em cada pedido.
Frank: Como chegaram à Cubbo?
Ricardo: Chegamos à Cubbo porque nossos business angels — nossos investidores — nos recomendaram. Tive muito bom contato com o Josu e o Brian, fundadores da Cubbo. Buscá-los foi a necessidade de resolver um happy problem: tínhamos crescido tanto que não conseguiam mais controlar bem a logística.
Precisavamos de um parceiro que operasse de forma impecável na parte logística. Me aproximei da Cubbo quando eles começaram operação, avaliamos e decidimos esperar um pouco até que nosso volume de pedidos fosse o ideal. E aí migrámos a operação logística para as mãos da Cubbo.
Queremos oferecer o melhor serviço ao cliente na entrega — e no nosso caso ainda mais. A discrição precisa ser perfeita. O cliente precisa estar bem informado, o produto precisa ser entregue de forma discreta e pontual. E estamos vendo que a Cubbo cumpre com isso.
Frank: A Cubbo foi seu primeiro operador logístico?
Ricardo: Não, tínhamos outro antes, mas decidimos mudar para a Cubbo por várias razões: primeiro, a escalabilidade. Temos ativações em datas como o Dia dos Namorados ou o Hot Sale, onde chegamos a ter até 500 pedidos em um dia. Esses flash sale points, antes, demoravam até três ou quatro dias para serem processados. Agora, com a Cubbo, passamos o primeiro flash sale point e o processamos em 24 horas.
Depois o interessante same day delivery da Cubbo, que nos permite ser competitivos com a Amazon e o Mercado Livre — especialmente na Cidade do México, onde já oferecem isso. E por último, o tema de custo e operação: a Cubbo a nível de custos por volume tem bom preço e, operacionalmente, é ideal. Antes, nossa equipe levava muito tempo processando a logística. Agora isso está nas mãos da Cubbo.
Frank: Quais são os planos para a Cherish no futuro?
Ricardo: Queremos que a Cherish seja a plataforma número 1 para a vida amorosa na América Latina. E para isso precisamos nos expandir para outros países. Acho que a Cubbo será fundamental aí, porque já estão construindo essa rede logística em diferentes nações da LATAM, e continuaremos como parceiros deles, nos expandindo em equipe.

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Durante 2021 na Cubbo:
* Nossos clientes registraram economia de 21% nos custos operacionais
* 97,1% dos produtos recebidos foram processados e estavam prontos para venda em 24 horas.
* Tivemos um cumprimento de envios de 99,7%
* Registramos uma precisão no preparo de pedidos de 99,9875%, ou seja, 1 erro a cada 8.000 envios.
* 60% das nossas entregas na CDMX foram realizadas no mesmo dia
* Realizamos entregas em nível nacional em média de 1,3 dias


